Em “Almas de Virgens”, a interpretação etérea de Marcos Bardi dá voz ao soneto de Auta de Souza, psicografado por Chico Xavier e musicado por Zé Henrique Martiniano. O arranjo delicado, que inclui violão, guitarra, contrabaixo e bateria, ao lado da orquestra de cordas Turma do Aramis, conduz o ouvinte por uma paisagem espiritual onde almas puras, tragicamente interrompidas, ainda ecoam seus anseios celestes .

  • Visões de sacristia: “Almas de pobres freiras desamadas… Perambulando pelas sacristias” revela o lirismo melancólico de Auta de Souza ao retratar espíritos que não conheceram o amor conjugal .
  • Metáfora das rolas erradias: a comparação com “bandos de rolas erradias” evoca a pureza e a fragilidade dessas almas, ora livres, ora perdidas entre planos .
  • Túnicas de pranto: a imagem poética das “roxas túnicas de pranto” sintetiza o contraste entre a dor terrena e a elevação espiritual, ressaltado pelos arranjos suaves de Martiniano.
  • Lição de resignação: nas curiosidades, entende-se que a resignação — “aceitação das dificuldades e sofrimentos… com paciência e sem reclamações” — é o caminho para a elevação da alma .

“Almas de Virgens” nos convida a reconhecer que até as existências mais breves e sofridas guardam lições valiosas: a serenidade diante do infortúnio transforma lágrimas em cânticos de esperança.

Deixe-se envolver por estas serenas serenatas espirituais: ouça “Almas de Virgens” e descubra, na resignação, a força que acende a luz da alma.

Capítulos:
00:00:45 – Sombras errantes e almas desamadas nas sacristias
00:01:07 – Visões angélicas e o lamento das virgens mortas
00:02:54 – Repetição das almas despossadas e seu anseio celestial

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