Em “Ciência Ínfima”, a potente declamação de Fabius dá vida ao soneto de Antero de Quental psicografado por Chico Xavier, com acompanhamento de violão de Zé Henrique Martiniano, guitarra de Ozeias Rodrigues, contrabaixo de Franco Lorenzon e bateria de Marcos Froco. Os arranjos de Martiniano e Rodrigues acentuam o caráter crítico do poema, que questiona os excessos do materialismo em nome do progresso .

  • Crítica ao cientificismo: Quental denuncia uma “Ciência de ostentação, arma de efeito” que se afasta da “Luz, da Paz e do Direito”, expondo o desequilíbrio entre avanço técnico e valores humanos .
  • Dualidade progresso-humanidade: Os versos lembram que, embora a ciência tenha “aberto a nova era” e decifrado “os fundos do oceano”, seu uso sem ética torna-se “princípio desumano da ambição” .
  • Alerta ecológico e social: Ao personificar a Terra como “Grande Mendiga do Universo” que “soluça”, o poema antecipa preocupações modernas sobre sustentabilidade e responsabilidade coletiva .
  • Consistência filosófica pós-mortem: Mesmo desencarnado, Quental mantém sua firme oposição ao positivismo e ao naturalismo, evidenciando que suas convicções filosóficas persistem além da vida física .

“Ciência Ínfima” nos convida a refletir sobre os limites éticos do conhecimento: o verdadeiro progresso só se realiza quando técnica e consciência caminham juntas, sob a égide do respeito à vida e ao equilíbrio do planeta.

Deixe-se instigar por esta prece filosófica: ouça “Ciência Ínfima” e questione o papel da ciência em sua própria existência, buscando harmonia entre saber e sabedoria.

 

Capítulos:
00:00:18 – A ciência e a nova era de mudanças
00:01:12 – A luta da ciência e suas consequências desumanas
00:01:30 – A crítica à ciência como arma de efeito
00:02:51 – A acusação da terra e a metáfora da grande mendiga

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